Deputados criticam fim do auxílio emergencial e ampliação de políticas neoliberais



Ismael Alves
politicanoforno@gmail.com
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O fim do pagamento do auxílio emergencial pelo Governo Federal e o consequente aumento nos índices de pobreza no Brasil preocupam o deputado João Paulo (PCdoB). Na avaliação dele, que falou sobre o assunto durante a Reunião Plenária desta quinta (4), as medidas prometidas pela União para superar a crise econômica no País vão, na verdade, ampliar a miséria e a desigualdade.

“Temos pela frente, neste ano, uma emergência social de grandes proporções provocada não apenas pela pandemia do novo coronavírus, mas pelo modelo econômico vigente no Brasil desde o golpe de 2016: o neoliberalismo”, refletiu. O comunista alertou para números da pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que apontam 12,8% dos brasileiros vivendo com menos de R$ 246 por mês, ou quase 27 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza extrema.

Ainda segundo o estudo citado, o percentual é superior ao verificado no País no início da década passada. “O efeito negativo da pandemia sobre a renda dos mais pobres já tenderia a ser prolongado por conta da incapacidade da gestão federal e do atraso na campanha de vacinação. No entanto, a união do neoliberalismo com o fascismo intensifica essa realidade, pois a prioridade não está na vida dos brasileiros, mas na política fiscal”, pontuou.

Na visão do parlamentar, o enfrentamento a esse quadro exige investimentos públicos, em oposição às reformas anunciadas pelo Governo Federal. “Para superar a crise, precisamos de mais Estado, investimentos em saúde e incentivos capazes de gerar emprego e renda para os mais pobres”, observou. “Só mudanças estruturais poderão reverter o aumento da extrema pobreza.”

A análise ganhou o apoio dos deputados José Queiroz (PDT), Juntas (PSOL), Antonio Fernando (PSC) e Tony Gel (MDB), que se manifestaram em apartes. “Não vejo um horizonte positivo para o Brasil. A prioridade deste Governo é ampliar a venda de armas”, disse Queiroz. “A população pobre e preta deste País está sem condições de pagar aluguel e de levar alimentação para casa”, lamentou Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas.

“As reformas tributária e administrativa não vão gerar emprego e renda. É o investimento do Estado que tem esse poder”, opinou Antonio Fernando. “A população mais necessitada não pode ser abandonada sem nenhuma opção de renda”, concluiu Tony Gel.


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