'Te prego lá fora": a nova produção do Porta dos Fundos que afronta os cristãos - Por Ismael Alves




Ismael Alves - Por diversas vezes me posicionei contrário à intolerância religiosa. Essa postura não se trata de uma virtude, mas do dever de cidadania que todos devemos  exercer.  Relembro o incêndio criminoso contra a imagem da santa católica Nossa Senhora das Graças, em 2017, na altura da divisa entre os municípios pernambucanos de Gravatá, Agreste, e Pombos, Zona da Mata, às margens da BR-232, próximo à Ponte Cascavel. À época, o crime ganhou ampla repercussão e cobertura de diversos meios de comunicação da imprensa. Veementemente, manifestei repúdio e cobrei justiça, assim como outros milhares de cidadãos. 

Em 2018, fui inflexivelmente contra a realização da escarnecedora apresentação denominada 'Jesus, rainha do céu' na infeliz edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG)  realizada pelo governo socialista de Paulo Câmara (PSB). Um verdadeiro desrespeito contra a fé cristã com tudo bancado pelo dinheiro público.

Naquele mesmo ano também manifestei, publicamente, total e verdadeira indignação diante de um ataque criminoso praticado contra um centro religioso de matriz africana no Sítio Malhadinha, na zona rural de Chã Grande. À época, durante passagem pelo programa Jota Silva, na Rádio Gravatá FM, me solidarizei com o líder religioso do respectivo centro, inclusive, tendo o convidado, com o aval da direção da emissora, a  participar de edição especial do programa com o intuito de alertar para o agravamento da intolerância religiosa. Juntos,  clamamos por justiça.

Já em 2019, os cristãos foram novamente atacados em sua fé, a nível nacional e até internacional, através de uma produção exibida pela Netflix, entitulada 'A primeira tentação de Cristo', produzida pelo grupo Porta dos Fundos. Em pleno período Natalino, momento especial para os cristãos, Jesus era exibido como gay, o que distorce totalmente da sua passagem terrena relatada pela Bíblia Sagrada. 

Agora, dezembro de 2021, o mesmo grupo se prepara para exibir, através da Paramount Plus, uma 'animação' para o período natalino que desta vez mostra Jesus em um prostíbulo, em mais uma deturpação e falta de respeito pela sua história. O título da afronta é 'Te prego na saída'. 

A frequência de casos dessa natureza torna explícita uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil, seja contra a fé cristã ou outras crenças que também são vítimas de violência e intolerância. Mais do que nunca, o povo brasileiro está carente de políticos que levem à sério o papel de lutar por aquilo que é importante para as pessoas. Para piorar a situação, a mais alta cúpula do Poder Judiciário brasileiro, O Supremo Tribunal Federal - STF - é puramente omisso, conivente, e, lateralmente, um incentivador de práticas criminosas dessa natureza. Chegar a essa conclusão não é difícil. Entenda:

Ano passado, por unanimidade, os ministros do STF, naquele momento, confirmaram uma decisão que liberou a exibição do especial de natal da Netflix, com que mostrava um Jesus gay. Tratava-se, ainda, do caso da produção disponibilizada em 2019, que se arrastava na Justiça mesmo após a sua exibição. Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes afirmou que: "retirar de circulação material apenas porque seu conteúdo  desagradou parcela da população, ainda que majoritária, não encontra fundamento em uma sociedade democrática e pluralista".

No entanto, temos visto pessoas presas por terem "ofendido" ou "xingado" os ministros do STF. Ora, isso nos mostra, claramente, que tais ministros se consideram acima da soberania do povo, da Constituição, do significado de Jesus Cristo, de Deus e todos os demais símbolos sagrados, religiosos, de crença e fé, frutos das diferentes  matrizes que compõem a sociedade brasileira.

Conclusão: enquanto existir ministros prevaricadores no STF, veremos a repetição de casos como a santa incendiada, o terreiro depredado e a imagem de Jesus, sagrada para os cristãos, sendo vilipendiada e escarnecida por criminosos, corriqueiramente, e, amparados pelo próprio STF. Vergonha! 

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