Recife e Jaboatão suspendem vacinação contra Covid de grávidas e puérperas sem comorbidades





Ismael Alves
politicanoforno@gmail.com
(81) 99139-7305


G1 - A vacinação contra Covid-19 de grávidas e mulheres que tiveram bebê há até 45 dias sem comorbidades foi suspensa, nesta quarta-feira (12), no Recife e em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. As cidades seguem determinação do Ministério da Saúde, que também foi acatada pela Secretaria Estadual de Saúde.


O ministério decidiu, na noite da terça-feira (11), que a vacinação de gestantes e de puérperas no Brasil contra a Covid-19 será restrita somente às mulheres com comorbidades (doenças pré-existentes) e elas devem receber apenas as vacinas CoronaVac e Pfizer.


A utilização de AstraZeneca para esses dois grupos já estava suspensa em todo o estado desde terça. Como não há doses extras de CoronaVac, a vacinação de grávidas e puérperas foi interrompida na maioria das cidades em que foi iniciada.


Atualmente, apenas Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes recebem doses da Pfizer e, com isso, eram os únicos municípios a poder continuar a imunização desses dois grupos.


As duas cidades já utilizavam exclusivamente doses das Pfizer para grávidas e mulheres que deram à luz há pouco tempo. A Secretaria de Saúde do Recife informou, por meio da assessoria de comunicação, que a cidade segue as orientações do Ministério da Saúde e, como foi recomendado que suspendesse, iria interromper.



A Secretaria Estadual de Saúde convocou, para esta quarta-feira (12), uma reunião para definir como fica a imunização e distribuição de vacinas diante da nova recomendação do governo federal. Sobre a conclusão do esquema das mulheres que foram imunizadas com AstraZeneca, o estado aguarda nota técnica do ministério.


Devido à escassez de unidades, a CoronaVac/Butatan está sendo aplicada apenas como segunda dose em Pernambuco. Algumas cidades, como Paulista e Olinda, estão sem estoque do imunizante produzido pelo Instituto Butantan e suspenderam totalmente a aplicação dele.


Em nota, a Secretaria de Saúde de Jaboatão explicou que as mulheres desses grupos que têm doenças pré-existentes devem realizar cadastro prévio por meio da plataforma De Olho na Consulta e agendar para serem vacinadas.


As outras cidades da Região Metropolitana que tinham iniciado a vacinação de grávidas e puérperas suspenderam a imunização desses grupos. Como não tinham doses da Pfizer, esses municípios utilizavam a AstraZeneca.


Decisão do ministério


A decisão referente a grávidas e puérperas vale, segundo o governo federal, até que sejam concluídas as análises de um caso raro de morte de uma gestante de 35 anos por causa de um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC) que pode ter ligação com o uso da vacina AstraZeneca.


O óbito ainda está em investigação e, segundo o governo federal, ainda não está comprovado que a vacinação tenha causado a complicação na gestante. Além disso, segundo o governo, casos como esse são raros.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem