Liana Cirne pede acompanhamento da crise da água no Recife




Ismael Alves
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Convocação de uma audiência pública, instauração de uma comissão de acompanhamento e realização de uma visita técnica à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). 

Foram essas as medidas sugeridas pela vereadora Liana Cirne (PT) à Câmara do Recife para fiscalizar e debater o problema de desabastecimento de água que assola a capital. 

A parlamentar tratou do tema em um discurso proferido na última terça-feira (2), durante a reunião Ordinária remota da Casa de José Mariano.


Liana Cirne fez uso da palavra ao discutir o requerimento nº 80/2020, de autoria do vereador Hélio Guabiraba (PSB), que pede providências para resolver o problema da falta de água em uma rua do bairro da Macaxeira, na Zona Norte. 

No seu pronunciamento, ela ressaltou que o desabastecimento afeta principalmente as regiões mais pobres da cidade. 

“Falta de água é igual a falta de dignidade humana. Temos um compromisso com o povo do Recife de garantir que a água e a dignidade cheguem em todas as casas desta cidade, independentemente do local onde nos encontramos”.

A vereadora fez suas sugestões ao repercutir um debate anterior com membros do Poder Legislativo – e destacou que a visita técnica poderia servir para verificar a correlação entre escassez de água e danos ambientais. 

“É necessário que tenhamos a compreensão de que a falta de água está diretamente ligada ao problema do desmatamento, da desarborização, do assoreamento das nossas nascentes, em um momento em que as licenças ambientais estão sendo precarizadas na cidade”.

Na ocasião, Liana Cirne também se mostrou contrária a uma possível privatização da Companhia Pernambucana de Saneamento. 

“É muito importante que a gente não caia em armadilhas. Temos centenas de relatos de problemas no abastecimento da água, da sua qualidade, de que a água não chega na periferia. Mas temos uma empresa pública que tem condições de fornecer água de qualidade a preço que a população possa pagar, coisa que que não vai acontecer se a Compesa for privatizada. Este é o momento de assegurarmos que a Compesa resolva os problemas”.

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