Polarização - Por Leonardo Lima

Foto: Arquivo pessoal 

Caros amigos (as);

Nos últimos dias venho acompanhando os debates, vídeos, “memes” e diversas postagens sobre a realidade atual política que vivemos. É nítida a polarização que tomou conta da nossa sociedade, e precisamos saber lidar com esse momento atual do país.


Se a pluralidade de ideias é necessária em uma democracia, é inegável que o Brasil, há algum tempo, cruzou o limite dos dissensos saudáveis e permitiu um cenário em que a intolerância ao contraditório é a regra. Vivemos um momento em que a Polarização Divide Famílias e amigos, Desafia Empresas e os serviços públicos e Compromete o Futuro do Brasil, esse fenômeno, transborda para todas as instâncias da sociedade, dos ambientes familiares às salas de aula.


Segundo o cientista Politico Felipe Nunes (CEO da Quaest e co-autor do livro Biografia do Abismo) a calcificação das posições é alimentada pelos atuais protagonistas da política nacional e debilita a democracia, à medida que inviabiliza o diálogo entre quem pensa diferente e estimula a violência. Sobre o futuro, entende que há saída para a radicalização, mas alerta: levará tempo e não será fácil.


Conclamo a todos para refletir e pensar sobre a sociedade que queremos construir: uma sociedade justa, fraterna com respeito as diferenças? Ou entraremos nessa radicalização que não leva a canto nenhum, divide famílias, amigos, compromete o futuro, inviabiliza o diálogo e estimula a violência?


"Precisamos ampliar a nossa capacidade de conviver com quem é diferente", como diz Felipe Nunes.


Precisamos compreender que as forças políticas majoritárias no pais não estão preocupadas com qualquer mudança! Simples assim! Não estão, porque interessa a elas que continue assim. Tanto para Lula quanto para Bolsonaro, a manutenção da polarização fortifica suas posições como protagonistas do processo eleitoral. Essas duas lideranças importantes do país procuram manter o medo, sentimento que, foi fundamental no processo eleitoral. O medo da volta do PT ao poder e o medo da continuidade do Bolsonaro no poder foram elementos importantes e que, continuam sendo alimentados. Ou seja, não estamos falando de um processo político positivo, mas de um processo que é construído sobretudo a partir das rejeições, de sentimentos de afetividades negativas.


Fazemos parte de um grupo seleto, que discute política com altivez, por isso queridos(as), somos parte da sociedade que pode minimizar os estragos dessa polarização/radicalização e apontar um novo rumo para nossa sociedade. Não será fácil e levará tempo, mas é necessário que comece e que sejamos protagonistas dessa mudança!

Abraços a todos (as)!

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Leonardo Lima é professor, fisioterapeuta e gestor do SUS