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'Ações nas áreas de risco deixaram de ser prioridade nas gestões do PSB no Recife', diz Alcides Cardoso



O vereador Alcides Cardoso (PSDB) criticou, em discurso na reunião ordinária da Câmara do Recife nesta segunda-feira (6), a falta de prioridade no investimento em obras de urbanização em áreas de risco feito pela Prefeitura do Recife. Para o parlamentar, falta uma boa gestão dos recursos do orçamento da gestão municipal para evitar novas tragédias como a que ocorreu devido às fortes chuvas que atingiram todo o estado.

“Uma marca do PSB é a da má gestão do dinheiro que sai do bolso do pagador de impostos. E isso tem que mudar porque não podemos assistir a mais tragédias como essa. Desde 2013, primeiro ano da gestão do ex-prefeito Geraldo Julio, do PSB, a Prefeitura do Recife gastou só 17% do orçamento para urbanização de áreas de risco. Foram utilizados R$ 164,6 milhões dos R$ 980 milhões disponíveis nesses 10 anos de gestões do PSB no comando da nossa capital”, disse o tucano.

Em sua fala na tribuna da Casa de José Mariano, o oposicionista lembrou que o orçamento para ações nas áreas de risco deste ano foi reduzido após dez decretos do prefeito João Campos (PSB), que retiraram cerca de R$ 14 milhões dos recursos para a área, que tinha uma reserva disponível de R$ 82 milhões. Alcides Cardoso acrescentou que apenas R$ 12 milhões foram efetivamente utilizados. Após a tragédia, o prefeito devolveu uma pequena parte do dinheiro que ele havia retirado do orçamento para melhorias em áreas de risco.

“Em um decreto publicado no último sábado (4), no Diário Oficial, foi registrada a suplementação de R$ 4,3 milhões para a ação. É um ato necessário, mas que está inserido como esforço emergencial para remediar a situação depois do desastre”, ressaltou o vereador.

O tucano exaltou o repasse de R$ 15 milhões da Câmara do Recife para a prefeitura a fim de que a ajuda para cada família vítima das chuvas chegue ao valor de R$ 2.500, R$ 1 mil a mais do que o auxílio do governo do estado.

“Uma medida que apoio integralmente. Foi um movimento muito importante desta Casa em um momento em que necessitamos somar esforços. Agora cabe a mim e a todos os demais parlamentares fiscalizar se esse dinheiro será efetivamente usado para auxiliar as famílias atingidas pelos deslizamentos de terra e que perderam o pouco que tinham. Essa forma de gerir a nossa cidade custa vidas, já que ações de prevenção de riscos nos morros deixaram há décadas de ser uma prioridade no orçamento da prefeitura”, afirmou.