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Prefeitura de Gravatá e Ministério Público de Pernambuco reúnem sociedade civil para orientar sobre situação dos pombos


Questão de saúde pública está sendo tratada com responsabilidade pela gestão municipal em conjunto com sociedade civil



A superpopulação dos pombos em Gravatá tem sido uma preocupação do poder público municipal e, como forma de orientar a sociedade, a Prefeitura promoveu palestra, nesta segunda (25), na Escola Técnica Estadual, sobre o tema.

Neste encontro foram convidados líderes religiosos, lojistas e corpo escolar da cidade para terem orientações sobre o animal e as propostas da gestão municipal para solucionar a questão de forma responsável com o animal e com o ser humano.

A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Gravatá - CDL, Valéria Silva, foi uma das pessoas que assistiu à palestra e destacou que “quero parabenizar a prefeitura e todos que estão fazendo parte desse processo. É uma ação de suma importância pois antes não tínhamos informação sobre o que essa superpopulação de pombos ocasiona. Os comerciantes estão preocupados e a gente vê que a prefeitura combate a falta de informação ao promover esse tipo de evento. Essa junção de povos, como os líderes religiosos, a educação, nós da CDL estamos unidos e dispostos a fazer esse trabalho de conscientização junto aos empresários e mostrar que cada um deverá fazer sua parte. Já vou repassar as orientações dadas aqui de forma que também não onere o empresário. O município faz a parte dele e o empresário também faz a sua parte”.

O médico veterinário e inspetor sanitário da Secretaria de Saúde de Gravatá, Ítalo Kokay, apresentou alguns perigos que o ser humano corre quando tem contato constante com a ave. “Longe de nós querer demonizar os pombos, pois eles são tão vítimas quanto nós. Porém, eles podem passar para a gente algumas doenças, embora não sejam exclusivamente atribuídas a eles. Entre essas doenças estão a criptococose, que é a mais perigosa de todas, um fungo que vive nas fezes ressecadas do pombo, histoplasmose, que é outro fungo e outras doenças virais, que também são arboviroses, e podemos de fato vir a óbito. Esse conjunto de ações que estamos fazendo, tanto com o projeto piloto de educação com a escola, estamos também junto com a Secretaria de Saúde reforçando essa parte e disseminando todo conhecimento necessário para que a gente possa trabalhar da melhor maneira possível esse problema de saúde pública”.

Uérica Araújo, professora de educação física da Escola Municipal Aarão Lins de Andrade, foi uma das palestrantes e falou das orientações para erradicar o problema. “A primeira ação que a gente deve fazer é diminuir a alimentação, água e zonas de pouso. Se a gente conseguir fazer essa restrição vamos diminuir consideravelmente essa população. Não será algo a curto prazo, pois o ciclo reprodutor do pombo é muito rápido. Precisamos nos conscientizar que é um problema sério e que traz risco iminente para nossa população. Aqueles pombos que estão na praça tem o número quatro vezes maior do que a gente vê. Consciência para que a gente possa sanar esse problema na nossa cidade”.

Vandenberg Oliveira, coordenador de Vigilância Ambiental de Gravatá, fala das ações que a prefeitura tem realizado sobre o caso. “De início, tivemos o cuidado de criar um grupo técnico com representantes de vários órgãos e setores para que a gente tivesse o cuidado de trazer as informações de forma responsável. Temos médico veterinário e um equiepidemiologista na equipe que nos dão o respaldo de trazer a parte da ciência mostrando que é realmente eficaz no combate dessa superpopulação de pombos. Temos o apoio do Ministério Público, que traz a parte legal das ações dando respaldo na lei para que todas as ações sejam feitas da melhor forma possível. Começamos com a parte de educação em saúde, convocamos vários setores como a imprensa, lojistas da cidade, líderes religiosos para que a gente pudesse passar essas informações e eles tenham o poder de disseminar essas informações para todos terem o maior cuidado no manejo dessas aves”.

A Procuradora do município, Amanda Ferreira, esteve presente na palestra e fala sobre o amparo legal para solucionar o problema. “Hoje, o município de Gravatá, preocupado com a questão dos pombos, está organizando um grupo de pessoas e está propagando as informações sobre essa questão. O município está amparado pela Instrução Normativa 141, de dezembro de 2006, que regulamenta o controle e manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva e que segue alguns protocolos para que essa população vá gradativamente sendo diminuída, sem necessariamente a questão do extermínio do animal. Está sendo implantado, pelo município, programas educativos em parceria com outros órgãos e estamos apresentando a membros da sociedade civil o programa que o município irá adotar. Teremos campanhas educativas da não alimentação e dos perigos que as fezes do pombo podem ocasionar ao ser humano”.

A Prefeitura de Gravatá está realizando este trabalho por meio da Secretaria de Saúde, pela Gerência de Vigilância em Saúde e pela Vigilância Sanitária.

No último dia 20 de abril, a equipe técnica esteve reunida com a promotora de Justiça, da 2ª Promotoria de Gravatá (MPPE), Fernanda Nóbrega, e com os profissionais de comunicação e imprensa, para também falar sobre o papel dos meios de comunicação no apoio a esse trabalho de conscientização e educação ambiental.