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Opinião • O atabalhoado comando de Bruno Araújo no PSDB - Por Ismael Alves


Ismael Alves - O ex-deputado federal Bruno Araújo, pernambucano que preside nacionalmente o PSDB, tem se mostrado pouco habilidoso na missão de conduzir a sigla. Ele foi eleito internamente para o posto em 2019 e teve seu mandado prorrogado por duas vezes, sendo a segunda ainda neste ano, o que estende seu mandato até maio de 2023.

Ex-ministro das Cidades do governo Temer, Bruno Araújo tem sido responsável por uma atuação que vem depenando o tucanato. Sob o seu comando o partido tem encolhido nacionalmente, além de se tornar um verdadeiro "ninho de problemas" a começar pelas arestas envolvendo as pretensões tucanas para as eleições presidenciais. 

Os vexames começaram com as prévias que ficaram marcadas pelo fiasco do aplicativo contratado para computar os votos dos filiados, o que causou interrupção do processo eleitoral por alguns dias. Após a realização das prévias, Bruno não conseguiu promover a unidade diante do vencedor, o ex-governador de São Paulo, João Dória, que continuou entrando em bola dividida com Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que não aceitou o resultado democrático das prévias e permaneceu se colocando como presidenciável. 

A saída de Geraldo Alckmin do PSDB também foi uma grande baixa, mas o caso mais recente envolvendo a sigla é a troca da coordenação da campanha de João Dória. O ex-governador trocou Bruno Araújo por Marco Vinholi. Araújo, por sua vez, recorreu às redes sociais para alfinetar Dória e ironizar o seu afastamento em tom de alívio: "ufa!"

A decisão de Dória ocorreu após Bruno relativizar sua candidatura, o que desagradou o tucano e criou um novo mau-estar no ninho. Sem espaço para protagonismo na campanha de Dória, que continua sem unanimidade dentro do partido, Bruno Araújo vê, sob sua direção, a legenda tucana que já foi gigante na política se reduzindo em penas.