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Opinião • Marília insiste na subserviência a Lula, que deixa claro seu apoio a Danilo Cabral - Por Ismael Alves


Ismael Alves - A deputada federal Marília Arraes (SD) tomou a recente decisão de romper com a Frente Popular, deixar o PT-PE e lançar uma pré -candidatura própria ao Governo do Estado pelo Solidariedade, seu novo partido.  Apesar do  movimento de independência, tudo ainda é muito  incerto e as definições só devem ocorrer no ato de registro de candidatura. Somente a partir daí, será possível saber quem realmente é candidato a qual cargo. 

Mas até lá, segue o baile da pré-campanha e Marília repete a mesma atuação de 2018, quando fez uma intensa movimentação em de olho no Governo do Estado, tendo sido impedida, mais adiante, de lançar candidatura ao cargo pelo PT, à época, devido a existência xe aliança com o PSB. Marília já sabia que seu plano iria esbarrar na conjuntura estadual, mesmo assim insistiu até o fim, estando ciente de qual seria o resultado da sua insistência e criando uma celeuma no eleitorado de esquerda. 

Voltando para 2022, embora esteja em um partido fora do guarda-chuva da Frente Popular, mas que não deixa de estar debaixo do suvaco de Lula (PT),  Marília se esforça a todo custo para mostrar subserviência ao ex-presidente da República e pré-candidato ao Planalto. 

Na tentativa de agradar o eleitorado lulista em Pernambuco, Marília protagoniza uma espécie de adulação explícita em torno do político que, por reiteradas vezes, deixou claro que seu pré-candidato ao Governo de Pernambuco é o deputado federal Danilo Cabral (PSB). A afirmação foi novamente feita em alto e bom som nesta sexta-feira, 29, durante entrevista de Lula à  Rádio Jornal. 

A fala de Lula é natural e reflete um acordo firmado nacionalmente entre PT e PSB, além de não ser novidade para ninguém, muito menos para Marília. Em outras palavras, Lula nega publicamente apoio ao projeto de Marília Arraes. 

Marília até cansou da limitação que enfrentava  no PT-PE e criou coragem de, ao menos, deixar a sigla e partir para outro caminho. No entanto, ela também precisa deixar de lado o comportamento infantil e bajulador em torno de Lula. Se o próprio ex-presidente diz que ela não é candidata com seu apoio, no mínimo, Marília deveria fazer sua pré-campanha sem forçar a barra e, querendo, até pedir votos para o petista, mas abrindo mão dessa briga idólatra de disputar a imagem do ex-presidente e colocar um ponto final nessa história enfadonha e até constrangedora.