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Acusação de Moro: PF diz ao STF que não há prova de crime em suposta interferência de Bolsonaro



CNN - A Polícia Federal afirmou, em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (30), que não há “elementos indiciários mínimos” de crime na troca feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no comando da PF. O episódio culminou na demissão de Sergio Moro, que era o ministro da Justiça e Segurança Pública à época e levou à abertura de inquérito no STF para apurar suposta interferência do presidente na corporação.

Segundo a PF, “não há nos autos elementos indiciários mínimos de existência de materialidade delitiva imputada ao Senhor Presidente da República Jair Messias Bolsonaro assim como também ao Senhor Sérgio Moro”.

“No decorrer dos quase dois anos de investigação, dezoito pessoas foram ouvidas, perícias foram realizadas, análises de dados e afastamentos de sigilos telemáticos implementados. Nenhuma prova consistente para a subsunção penal foi encontrada. Muito pelo contrário, todas testemunhas ouvidas foram assertivas em dizer que não receberam orientação ou qualquer pedido, mesmo que velado, para interferir ou influenciar investigações conduzidas na Polícia Federal”, afirmou o delegado Leopoldo Soares Lacerda, que assina o relatório da PF.

“Os vastos elementos reunidos nos autos demonstram a inexistência de ingerência política que viessem a refletir diretamente nos trabalhos de Polícia Judiciária da União. Aliás, quando aventada a hipótese de irregularidade na condução de alguma investigação, o próprio sistema de persecução penal, ancorado na constante vigília da Justiça e no controle externo do Ministério Público, gerou apurações que visaram a verificação da lisura do procedimento questionado, como ocorreu nos casos do vazamento da Operação Furna da Onça e do inquérito que apurou a prática de crime eleitoral”, relatou.