Letreiro móvel superior

8/recent/ticker-posts

Opinião - O recuo de Dória, o atropelo de Eduardo Leite e o comando frouxo de Bruno Araújo - Por Ismael Alves


Ismael Alves O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sobre o comando do ex-deputado federal pernambucano, Bruno Araújo, amplamente conhecido por ter sido o autor do voto de n° 342 no Plenário da Câmara, em 14 de abril de 2016, garantindo o prosseguimento do rito do Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tem amargado maus momentos na cena da política brasileira. 

A recente saída de Geraldo Alckmin, quadro que ganhou expressão nacional militando na sigla, agora no PSB, soma-se a outros fatos explícitos que revelam o definhamento da legenda tucana numa sequência que nunca se viu. 

As prévias do partido, que deveriam definir um nome para a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano, ficaram marcadas pelo colapso no aplicativo responsável pela votação de filiados em todo o Brasil. O processo precisou ser interrompido e só foi retomado dias depois, o que despertou olhares duvidosos quanto a lisura do procedimento.

Como já não é novidade, Dória, governador de São Paulo, saiu vitorioso das prévias. No entanto, um movimento dentro do partido não deixou de atuar em prol de uma candidatura de Eduardo Leite para presidente, mesmo que isso desrespeitasse a escolha democrática entre os filiados e, até mesmo, o próprio estatuto tucano. Leite é governador do Rio Grande do Sul e foi derrotado por Dória na disputa interna, ficando em segundo lugar. 

Leite, por sua vez, manteve a ideia de concorrer ao Planalto, anunciando sua renúncia para o dia 02 de abril e assegurando que permaneceria no PSDB. Seu posicionamento, embora conte com o apoio de muitos tucanos, também é afrontoso ao posto prioritário de Dória, conquistado numa prévia reconhecida pela Justiça Eleitoral e que envolve investimento na ordem de R$ 10 milhões, como ressaltou o próprio governador paulista. 

Diante desse desenho, o qual classificou como "tentativa de golpe" dentro do partido, Dória recuou, embora, ainda não tenha tornado público o seu posicionamento que já não é novidade. O que mais influenciou no engate da marcha à ré, no entanto, foram os números ananicados obtidos pelo paulista nas pesquisas de intenção de voto para a presidência. Contudo, Dória não deixará de ter uma justificativa verdadeira que também embasa a sua decisão.

Por outro lado, o comando frouxo de Bruno Araújo resulta no apequenamento do PSDB ainda na pré-campanha, provando que nem sempre as circunstâncias exigirão apenas a habilidade de bater panelas.