Ser ou não ser Bolsonaro: a dança da conveniência de Silvio Costa Filho - Por Ismael Alves


O país vive um momento de intenso acirramento político ideológico, tendo Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT) como  ícones contemporâneos desta polarização, sendo, o atual  presidente no polo de direita e o ex-presidente liderando a  esquerda.

Mas nem todo mundo prefere optar por um dos extremos; há quem prefira ficar no centro das ideologias ou, até mesmo, saltando de um lado para outro, de acordo com o que for mais 'confortável', afinal, a democracia permite.

Nesse trem, alguns nomes conhecidos da política optam por andar no vagão da conveniência, certamente, na busca pela tendência de se manter no poder. Um desses exemplos é o deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos).

Depois de ter votado em Haddad (PT) nas eleições 2018, Costa Filho se aproximou do governo Bolsonaro logo no início do mandato. Sua adesão à base governista foi vista como indigesta para muitos, afinal, além de ter apoiado Haddad, ele  é filho do ex-deputado federal Sílvio Costa, um dos maiores defensores da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Mas nem demorou tanto assim para Costa Filho fazer as malas de volta para a oposição. Só foi a popularidade de Bolsonaro começar a definhar que o deputado federal adotou discurso oposicionista ao governo federal, e agora, 'taca-lhe pau' por onde passa. Foi assim na manhã desta sexta-feira, 22, durante passagem na cidade de Sirinhaém, integrando comitiva do governador Paulo Câmara (PSB). 

Resta saber se a dança da conveniência de Silvio Costa Filho tem agradado o eleitorado. Quem o viu sair do palanque de esquerda para apoiar a direita de Bolsonaro, certamente desaprovou o proceder do jovem deputado colecionador de cinco mandatos eletivos. O mesmo acontece com quem é de direita e o viu chegar de mansinho, no melhor momento, e agora vê-lo  saindo de fininho na hora do 'vamos ver'.

Não resta dúvidas sobre o que motiva seus passos ideologicamente bipolares: a busca pela conveniência. Em tempos de definições ideológicas tão acentuadas, o oportunismo pode ser uma guilhotina eleitoral que pode fazê-lo dançar.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem