Empresários pedem a Bolsonaro o retorno do horário de verão



Ismael Alves
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CNN - Empresários brasileiros do setor de turismo e alimentação enviaram um pedido ao presidente da república, Jair Bolsonaro, pedindo o retorno do horário de verão no país, extinto em 2019.

A carta que tenta a reconsideração da medida foi enviada nesta quinta-feira (02) e contou com a assinatura de pelo menos 15 entidades, como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).

“A adoção do horário diferenciado beneficia muito setores ligados ao comércio, serviços e turismo, especialmente bares e restaurantes, que conseguem aproveitar a hora extra de luz do sol para incrementar o faturamento, com o aumento da procura por happy hours”, destaca um trecho do documento.

As associações alegam também que adoção do horário de verão ajudaria a mitigar os efeitos da crise hídrica no Brasil, que coloca em risco o fornecimento de energia elétrica em parte do país. Para o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a escassez de água que atinge as hidrelétricas nacionais é a maior dos últimos 91 anos.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, a medida vai possibilitar uma recuperação mais célere do setor turístico e alimentício. Ele ainda destacou que 37% das empresas do ramo estão atualmente operando no prejuízo.

“Estamos enfrentando um momento extremamente difícil, que é retomada das atividades de milhões de pequenas empresas que sofreram muito com a pandemia. Entendemos que a retomada do horário de verão trará um ganho para todos os empresários. A medida vai gerar um faturamento adicional para bares, restaurantes e cadeia do turismo. Cada real a mais que entra no caixa desses negócios representa um ganho no enfrentamento destes grandes desafios”, disse Paulo Solmucci.

O horário de verão foi extinto por Jair Bolsonaro em abril de 2019, que defendeu que a economia de energia produzida pela norma não era relevante, além de afetar na produtividade dos trabalhadores. À CNN, o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, garantiu que a medida “traz economia quase nula”.


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