Após pressão de mandatos do PSOL Governo do Estado inclui rodoviários como prioridade no plano de vacinação contra covid-19





Ismael Alves
politicanoforno@gmail.com
(81) 99139-7305


Depois de intensas mobilizações das codeputadas Juntas (PSOL-PE), da vereadora Dani Portela e do vereador Ivan Moraes, ambos do PSOL Recife, ao lado do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, o Governo de Pernambuco anunciou ontem (06) que vai antecipar a vacinação da categoria que opera na capital e RMR, de preferência este mês, mas ainda sem data para começar. O trabalho das(os) rodoviárias(os) faz parte dos serviços essenciais e há um grande risco de contágio, devido as aglomerações nos transportes públicos.

As Juntas protocolaram, no início de março, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Projeto de Lei 1893/2021 solicitando que os rodoviários e rodoviárias do transporte público coletivo façam parte do grupo prioritário, na fase 1, do Programa Emergencial de Vacinação para o combate e erradicação da covid-19 no estado. A categoria está na linha de frente, tendo que enfrentar o risco todos os dias, onde há cerca de 1 milhão de usuários de transporte público em toda a região metropolitana.

Diante do cenário catastrófico, em que várias funcionárias e funcionários rodoviários faleceram em decorrência da covid-19, o Sindicato desde o início do ano vem reivindicando, entre paralisações e atos, com o apoio das parlamentares, a ampliação do plano de vacinação. Mês passado, a categoria entregou uma carta ao Governador Paulo Câmara para que ele se posicionasse e pediu que a vacinação comece até o dia 15 de maio. Com o anúncio de hoje, o Sindicato segue pressionando para que o prazo seja cumprido, caso contrário, haverá novos protestos.

As codeputadas Juntas, que estiveram presentes em diversos atos da categoria, se somando às demandas do Sindicato dos Rodoviários, acreditam que em uma quarentena é preciso que a gestão estadual tenha desenvolvido um plano de fiscalização e ampliação do número de frotas de transporte público circulando nas ruas, justamente para evitar a superlotação dos veículos. Os terminais integrados não oferecem controle de capacidade que seja capaz de garantir o distanciamento social necessário à contenção da doença.

Diante do funcionamento regular das atividades econômicas, os trabalhadores e trabalhadoras em geral que necessitam do transporte público coletivo para realizar o seu trajeto até o trabalho continuam sendo submetidos a aglomeração dentro dos veículos de deslocamento, o que não apenas representa um risco concreto para estes setores da população como, ainda, especificamente, para a categoria rodoviária, que está exposta a tal situação diariamente no cumprimento de suas atividades.

As codeputadas afirmam que contemplar a categoria rodoviária de transporte público coletivo na 1ª fase de imunização não apenas evita a potencial perda de milhares de vidas daqueles e daquelas que estão na linha de frente da manutenção dos serviços essenciais para a sociedade, como, ainda, ajuda na prevenção de um colapso sanitário no sistema de saúde estadual.


Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem