A pergunta por trás dos leitos de UTIs em Gravatá - Por Ismael Alves






Ismael Alves
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Pela primeira vez em sua história, a cidade de Gravatá, Agreste, disporá de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública municipal de saúde. Sem dúvidas, um investimento mais que necessário, diante de um quantitativo populacional que beira os 85 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE, além, claro, da gravidade da pandemia. 

A conquista ocorre através da indispensável intervenção do Governo Estadual, responsável por destinar todos os equipamentos medico-hospitalares. O feito também marcará a gestão do prefeito Joselito Gomes (PSB).

Mas surge um legítimo e cabível questionamento em meio a toda essa importante realização: por que só agora? O Governo de Pernambuco destinou o investimento na saúde somente na gestão municipal do seu aliado. Mera coincidência?

Esse questionamento ganha força quando levamos em consideração que o ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB) não tem vínculo político com Paulo Câmara.

O respeito pela vida precisa e deve estar acima de tudo, principalmente de cores partidárias e posicionamentos ideológicos. A fórmula da vida é única. Se esses leitos de UTI tivessem sido destinados ao município pelo Governo do Estado desde o início da pandemia, quantas vidas poderiam ter sido salvas? A única coisa concreta que podemos dizer é que, desde o início da pandemia, 100 pessoas morreram vítimas do coronavírus em Gravatá. 

Os 10 leitos serão inaugurados nesta segunda-feira, 26. A UTI recebe o nome de Ana Delvair do nascimento, em homenagem a primeira profissional de saúde vítima fatal da covid-19 em Gravatá. 
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