Cortês | Na Câmara, contador Jarbas Torres se diz surpreso com oscilações da folha de pagamento de 2020, revela auditoria e fala sobre pagamentos do salário de dezembro e 13°

Imagem: Portal Nova Notícias
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Ismael Alves
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Contratado para atuar na gestão da prefeita Fátima Borba (Republicanos), o contador Jarbas Torres, que acompanhou a gestora durante agenda na Câmara Municipal, explanou, em sua participação na 3ª Reunião Ordinária do 1º Período Legislativo, na noite desta terça-feira, 16, detalhes minuciosos das finanças do município de Cortês, Mata Sul. 

De acordo com Torres, a discrepância mensal nos valores da folha de pagamento dos servidores no exercício de 2020, causa espanto. O contador chegou a citar alguns meses e os respectivos montantes pagos pela prefeitura, enquanto revelava um preocupante quadro financeiro.

Oscilação

De acordo com Torres, a folha de Maio de 2020 custou R$ 899 mil, enquanto no mês seguinte saltou para mais de R$ 2,8 milhões, apresentando uma variação de aproximadamente R$ 2 milhões de um mês para outro. 

Em julho, ficou na casa dos R$ 2,95 milhões, voltando a oscilar em agosto e  fechando o mês em R$ 2,4 milhões, o que representa cerca de meio milhão de reais a menos.

Ainda conforme os dados apresentados por Jarbas Torres, a folha de setembro apresentou uma redução significativa, fechando na casa de R$ 1,63 milhão. Dessa vez, a diferença em comparação com o mês anterior é de aproximadamente R$ 1,2 milhão a menos. 

No mês de outubro o valor da folha dos servidores saltou para mais de 2,73 milhões, o que representa um aumento superior a R$ 1,1 milhão, enquanto em novembro recuou para R$ aproximadamente R$ 1,77 milhão.

A  folha de dezembro somada ao 13° salário totaliza o montante de mais de R$ 3,67 milhões, o que ficou pendente e a nova administração municipal ainda não encontrou meios para quitar o débito com os servidores ativos e inativos.

Desafio - Jarbas Torres destacou que a prefeitura fechou o ano de 2020 com um percentual de 60,34% da receita comprometida apenas com gasto com pessoal, enquanto o percentual recomendado pela Lei de  Responsabilidade Fiscal é de 48.6%. 

Diante desse cenário, o profissional da área contábil observou o desafio que a prefeita Fátima Borba já encara nos primeiros 120 dias de governo, que é reduzir o valor da folha de pagamento par adequar conforme exige a legislação vigente. 

Janeiro positivo - Apesar dos percalços encontrados, a nova gestão municipal conseguiu fechar o mês de janeiro de 2020 com um percentual de 46% no gasto com pessoal. 

Dívida herdada - O contador deixou claro que a prefeitura não tem como arcar, de uma única vez, com os pagamentos do salário de dezembro e 13°, deixados em aberto pela gestão do ex-prefeito Reginaldo Morais (PP). De acordo com Torres, a única alternativa é o parcelamento. 

Auditoria - A prefeitura está auditando a folha de dezembro de 2020. Uma discussão sobre o parcelamento só acontecerá após o término da auditoria, previsto para acontecer até o final deste mês. O objetivo é averiguar se há qualquer irregularidade. 

Bronca na educação - O pagamento pendente de 2020 dos profissionais da educação tem preocupado ainda mais a nova gestão. De acordo com o Torres, não é possível utilizar recursos oriundos do FUNDEB em outro exercício. Ou seja, mesmo se houver recurso do FUNDEB deixado pela gestão anterior, a atual não poderia utilizá-lo para quitar despesas referente ao ano subsequente. O contador foi enfático ao informar que a prefeitura terá que encontrar outro meio. 

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