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Coluna especial | Manter unidade 'das oposições' é desafio vital para o Padre Joselito na política - Por Ismael Alves

Foto: Marcone Barros


Ismael Alves
ismaelgravatafm@gmail.com
(81) 99139-7305


Em um recente artigo publicado no pós-eleições, este blog apresentou, resumidamente, a meteórica ascensão do Padre Joselito (PSB) na política de Gravatá, Agreste. Estreante na disputa partidária por um cargo eletivo, o então aspirante ao posto de prefeito, agora eleito e já  diplomado, sagrou-se vitorioso em 15 de novembro sobre o atual prefeito Joaquim Neto (PSDB), seu principal adversário,  além dos demais pleiteantes Rodolfo Silva (Cidadania) e Delegado Wilson Alves (PTC).

Com 26.909 votos, Joselito conseguiu, através das urnas, estabelecer um novo governo que entrará em atividade a partir de 01 de Janeiro de 2021. Joaquim Neto não teve forças o suficiente para renovar seu mandato, angariando 20.508 votos. Entretanto, a diferença entre  o socialista e o tucano foi de 6.401 votos, o que reafirma a intensidade  da disputa eleitoral.

Dividindo-se a frente de votos por 2, entende-se que,  se Joaquim tivesse conseguido reverter 3.200 eleitores + 1, permaneceria na cadeira de prefeito até 2024. Os número confirmam que, somada à leveza do nome do Padre Joselito, a união das oposições foi fator determinante para a vitória.

Para se chegar a este denominador não é necessário ser um expert em política. Será que as lideranças e partidos que aderiram e engrossaram o caldo da campanha socialista não tiveram - ou teriam - influência para conduzir 3.201 eleitores? Imaginar que não, seria o mesmo que dizer que todos tiveram participação neutra na campanha eleitoral, o que não é o caso.

Diante deste cenário, para se manter 'vivo como político', o Padre Joselito e sua retaguarda - com destaque para o ex-prefeito Ozano Brito (PSB) e o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) - precisará conduzir o processo político de modo que, evite a  desintegração das peças que foram fundamentais na montagem do quebra-cabeça para a vitória. Um único ato falho poderá levar o expoente Padre Joselito ao declínio político com a mesma velocidade meteórica da sua emersão. 

Vale ressaltar que, esta coluna aborda apenas o aspecto político e não administrativo, haja vista que, o governo do Padre Joselito terá início no próximo mês, enquanto o processo político de construção - ou desconstrução - é contínuo, como diz o ditado popular: "no Brasil, uma eleição começa quando a outra termina." Nesse contexto, se nos bastidores há reclamações de falta de atenção ou de contato entre os aliados, está mais que na hora do Padre Joselito ficar atento, afinal, parafraseando mais um ditado popular, "onde há fumaça, há fogo".