Cortês | Gestão de Reginaldo Morais ficará marcada por desavenças, rompimentos políticos e denúncias contra seu governo



Ismael Alves
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O protagonismo do prefeito Reginaldo Morais (PP) na política de Cortês, Mata Sul, teve velocidade meteórica e curta duração. Eleito em 2016 com o apoio do então prefeito Geninho (PSB), que finalizava seu mandato, Reginaldo tornou-se prefeito pela primeira vez, mas não foi muito longe. Nas eleições deste ano, ele não conseguiu aprovação popular para continuar no comando administrativo do Município.

Vale destacar que na composição de 2016, a participação do empresário Eduardo Farias como vice, foi fator preponderante para o êxito da campanha. Geninho finalizava seu segundo mandato com o fôlego já curto. De todo modo, o envolvimento direto de Eduardo Farias garantiu a vitória de Reginaldo.

Mas a caminhada política que deveria ser amistosa foi marcada por muita desarmonia. O ápice do desalinhamento político entre Reginaldo e a dupla Eduardo e Geninho, ocorreu do terceiro para o quarto ano do seu mandato. Foi nesse período que Eduardo Farias, descontente com procederes da gestão, anunciou rompimento e declarou-se adversário do gestor. 

Além disso, Eduardo  abriu fogo pesado contra o prefeito, dando origem a uma série de denúncias contra seu governo, o que acarretou em uma verdadeira derrocada na gestão Morais.

Em apenas quatro anos, Reginaldo perdeu o posto de campeão, tendo finalizado o pleito de 2020 em terceiro lugar no ranking de votação entre os quatro candidatos a prefeito de Cortês. O prefeito obteve apenas 2.466 votos na tentativa de reeleição, o que foi insuficiente para a sua permanência na prefeitura. 

O segundo lugar ficou com Geninho, que conquistou 2.578 votos, mesmo com o apoio de Eduardo Farias. A campeão do pleito foi a vereadora Fátima Borba (Republicanos), eleita a primeira prefeita de Cortês, tendo alcançado 3.567 votos. 

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