Devido inundações, Barra de Guabiraba tem Estado de Calamidade reconhecido pela ALEPE


Ismael Alves
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A decretação do estado de calamidade pública pela Prefeitura de Barra de Guabiraba (Agreste Central) foi reconhecida pelas Comissões de Negócios Municipais e Finanças nesta quarta (15). O pedido da gestão local veio em decorrência das inundações provocadas por chuvas ocorridas na região, há cerca de um mês, que foram agravadas pelo rompimento da Barragem Guilherme Pontes, na zona rural de Sairé (Agreste Central).

A cidade de Barra de Guabiraba já estava em estado de calamidade pública, assim como todos os municípios pernambucanos, por conta da pandemia do novo coronavírus, desde o dia 31 de março e com vigência até o fim deste ano. No entanto, o prefeito Wilson Madeiro da Silva decidiu também incluir essa segunda motivação para o novo decreto, desta vez baseado na Instrução Normativa nº 02/2016, do então Ministério da Integração Nacional (atual Ministério do Desenvolvimento Regional), dentro da classificação da Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade). 

A regulamentação federal dá um prazo máximo de 180 dias para a situação de emergência ou calamidade pública em municípios, a partir da publicação do decreto sobre a questão, que ocorreu em 15 de junho. O documento oficial da Prefeitura de Barra de Guabiraba cita “o risco paralelo de outras doenças relacionadas à cheia, como leptospirose e dengue. Esses problemas demandam acréscimo intensificado de ações de vigilância epidemiológica, que já se encontra no limite de capacidade, em virtude das iniciativas de combate à Covid-19”. 

Além disso, segundo a gestão da cidade, a inundação cria ainda mais dificuldade para a arrecadação de impostos municipais ou de recursos repassados aos municípios, que já é afetada pelos efeitos da pandemia.


 

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