Alberto Feitosa defende uso de cloroquina para tratar pacientes de Covid-19


Ismael Alves
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O deputado Alberto Feitosa (PSC) defendeu, na Reunião Plenária de quinta (21), as novas orientações do Ministério da Saúde (MS) sobre o tratamento de pacientes com a Covid-19 no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O documento, divulgado antes de ontem, recomenda a prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina, combinadas com azitromicina, já nos primeiros dias de sintomas leves.


O parlamentar atribuiu à aplicação preventiva do medicamento o fato de a Índia, que produz o insumo, apresentar taxas mais baixas de mortes causadas pelo novo coronavírus. E relacionou o protocolo à redução de 20% para 1,8% na mortalidade pela doença em Madri, na Espanha. Sugeriu, também, que o coquetel é a causa dos resultados melhores em Estados como Bahia, Piauí, Minas Gerais e Santa Catarina, quando comparados aos de Pernambuco.


“Todo o tratamento, segundo o Dr. Cláudio Agualusa [ortopedista do Rio de Janeiro], custa R$ 5 a cada cidadão. Se fosse preparado na Farmácia do Estado para aplicar em toda a população pernambucana, o que não é o caso, custaria R$ 45 milhões”, sustentou. Feitosa comparou o valor ao que foi gasto pela Prefeitura do Recife (R$ 670 milhões) e pelo Governo Estadual (R$ 520 milhões) no combate à pandemia, segundo os Portais da Transparência dessas gestões.


O deputado do PSC disse ter ouvido médicos renomados sobre o assunto. Uma das fontes consultadas, a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi, teria se colocado à disposição para auxiliar o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) na produção de cloroquina. Segundo Feitosa, os efeitos colaterais associados a essa substância – que levaram a OMS a não recomendar o uso contra a Covid-19, com exceção de ensaios clínicos –, ocorrem apenas em dosagens “altíssimas”.


“Ninguém falou em administrar a droga sem prescrição médica. Nem o presidente da República nem o ministro. O que a gente aconselha é que as pessoas vão aos postos médicos, às UPAs e lá peçam, pelo amor de Deus, para ter acesso ao medicamento. Insistam”, recomendou. 

“Eu, graças a Deus, não fui acometido por esse vírus, mas já tenho em casa [o medicamento], para mim e para a minha família. Mas o pobre, que não tem nem comida em casa, não pode comprar. Por isso, fiz um apelo para que o Lafepe produza o remédio”, prosseguiu.


Em aparte, o deputado Antonio Fernando (PSC) lamentou que a questão do tratamento do novo coronavírus esteja sendo politizada. Ele lembrou que outros medicamentos têm sido usados e, conforme especialistas do Instituto Aggeu Magalhães/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostraram, ontem, em reunião da Comissão de Saúde, há linhas de pesquisas promissoras, como a utilização do plasma de pessoas que já foram infectadas pelo vírus.


“A Hemobrás de Pernambuco pode fazer o plasma, mas está parada. Vamos cobrar do Governo Federal que essa empresa possa ajudar os pesquisadores. Os testes rápidos da Fiocruz custam R$ 1, mas os que estão sendo aplicados custam R$ 300. Está faltando investimento e aprovação da Anvisa. Vamos lutar para que seja liberado. A hora é de unir esforços para salvar vidas”, pontuou Fernando.


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